terça-feira, 26 de abril de 2016

November Rains



Coloquei essa canção (que é simplesmente a canção da minha vida) pra falar das coisas que voltam, e não vão.
Quando ela toca, e eu ja a escutei sem exagero milhares de vezes, eu sinto minha essência grotescamente emergir. A adolescente furiosa e cheia de vida vem ate mim. Sem medo, falante e apaixonada por tudo que emociona. 

Lutei a via toda contra ela... desde o tenro momento em que entendi que so havia espaço pra alguem assim nos romances tórridos de livros impublicáveis e filmes infilmaveis, porque seria como jogar Nietzsche pra orangotangos. 

Tive que mascarar a realidade em que vivia e me tornar mais dura, firme e séria. Uma questão de sobrevivência no passado que agora me faz me questionar no que me transformei.

De fato, sofro muito menos. Porque minhas lagrimas ainda sao intensas, mas secam com qualquer vento. Esse foi um dos maiores legados que a maturidade me trouxe.

Vivi muitas chuvas de novembro, de abril e de agostos sem fim. Acabei aprendendo muito sobre tempestades no mar e dias de sol na montanha... Pra hoje entender que cada um tem sua importância e seu encanto.

Muitas guitarras solaram nesse meio tempo. E que solem porque guitarras e corações foram feitos pra solarem.

O guns n roses voltou. Ninguem imaginava mais que isso poderia acontecer. E o guns tem um paralelo comigo, porque enquanto eu era menina, eles eram o guns, a maior banda de rock que ja existiu pra mim. Mas quando deixaram de existir foi exatamente quando comecei a morrer.
Agora que voltaram, vejo e sinto mais claramente a essência de quem eu era e do que ainda sou. Uma parte foi como o Slash... Se aperfeiçoou e ficou anos luz melhor do que era. E a outra parte, teve a trajetória do AXL. Se perdeu e se encontrou, ainda canta bonito, mas as cicatrizes na voz também são nítidas e não é qualquer um que vai conseguir ver a beleza e a raridade disso.

Vou me lembrar dessas coisas da proxina vez que colocar November no volume máximo e começar a sacudir a cabeça como quando tinha so 12 lindos anos e nada dessa vida eu sabia...

Nao, nao é novembro, mas nada dura pra sempre... Even cold november rain.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Confortavelmente Entorpecida


Acho que finalmente cheguei ao momento em que me aproximo do equilibrio. O nao esperar, nem rejeitar. 
Minha natureza é passional. Não ha nada que eu possa fazer sobre isso! Odeio a mulherzinha que mora em mim... Mas compreendi entao que ela nao mora em mim, ela sou eu.

Nao importa o que eu faça. Nao importa o quanto eu me foque. Nao importa o quanto eu me trabalhe. Algumas coisas nunca mudam. 
Mas melhoram.

Eu ainda dou muita cabeçada. Mas meu amor próprio nascido a duras penas (e do completo caos) hoje nao me deixa mais permanecer em situaçoes nocivas.

Esse amor proprio me da força pra qualquer coisa, qualquer dificuldade, qualquer tempestade que a vida me traga... E ela traz.

Eu continuo aquela menina sonhadora vestida com a camisa do guns, cheia de sonhos e esperanças. Olhos nos olhos das pessoas, e nas palavras digitadas... E nao sei ainda o que querem dizer. Pelo andar da carruagem, isso nunca vai mudar. Vou morrer entendendo apenas "sins e naos" sinceros. 

O que mudou é minha postura diante disso. Eu ja nao ligo mais.

Minha ansiedade e minha impaciência ja estao gastas. Troco qualquer paixao por paz.
Mas nao que nao queira me apaixonar. Mas so quero ser for bom.
Alias, quase perfeito.

Essas sao coisas que so a maturidade traz. Nao preciso mais de muitas coisas... e cada vez preciso de menos.

De tudo, aprendi a aceitar mais, amar menos, me apegar quase nada.

Nao criar expectativa é impossível quando se quer algo. Entao optei por nao querer nada muito mais. E assim sou muito mais feliz.

Talvez um dia eu encontre ou reencontre o que esse meu coraçao infantil procura. 
E talvez nao.

Mas eu eu me encontrei. E, pelo menos por hora, isso me basta.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mais Uma Vez


Depois que passa, e podemos ver nossa vida como um espectador, é que podemos saber o que realmente cada coisa significou.
Ver os meus dramas agora de fora, assistir meus exageros, minhas tolerancias ao intoleravel, minhas ex-certezas virarem fumaça no calor dos momentos, dos sentimentos, ignorando que tinha um cerebro completamente dominado por uma convulçao de imaturidade.
Falando assim da ate saudade.
Falando assim não parece tao ruim.

Mas agora que passou, que ja fui perfeitamente substituida pela proxima ocupante do cargo, me sinto tambem com mais clareza pra compreender.
E hoje posso dizer que dentro do contexto, entendo tudo.
Entendo seus impetos e agonias. Entendo meus exageros e falta de paz.
Porque aquele é um negocio impossivel de se viver varias vezes na vida.

E os contextos passam.
Ficamos mais duros, inevitavel.
E ficamos porque o mundo inteiro esta mais duro.

Nao temos mais 15 anos. E  coraçao tambem nao tera o direito de ser mais adolescente do que naturalmente é.

Entao o tempo realmente passa. Levantamos nossa cabeça e vemos um outro sorriso. Uma voz que estremesse novamente. Um abraço diferente mas que tambem protege. E uma nova vontade louca de, so de vez em quando, ter 15, 16 ou 17 mais uma vez...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Epifania Nostalgica

Texto escrito ha cerca de 2 meses. Ficou legal, mas agora ja nao é mais verdade. tanto que dei esse nome ridiculo a ele.

Eu gostaria de dizer sinceramente que nao sinto. Queria poder escrever em paz, sem o peso do lamento e do medo. Estava acostumada a dar meus adeus sem hesitaçao, sem apego, sem dor alguma.

Agora oscilo entre o odio, o ciume, o desejo, a certeza, a duvida e o foda-se total. Foda-se bem longe no raio que o parta, ou quem sabe foda-se nos meus braços pra sempre.

Rasgo as fotos, faço planos com e sem voce. Falo mal, destruo quem voce é. Desejo outros em pensamento, so de raiva, ate que no final é voce que esta ali. Com seus braços exagerados que abraçam qualquer uma e essa sua boca nojenta que beija outras, sem doer mais a saudade, sem lembrar mais que eu era a rainha da sua vida simples e o quão sua eu fui.

Eu queria so te odiar. Queria so me sentir grata por voce nao estar mais aqui acabando com minha cabeça. Queria esquecer tudo que vivi com a mesma facilidade com que voce esqueceu.

Sei que o tempo vai fazer tudo passar. Logo voce vai ser so uma lembrança estranha, como eu ja sou. Logo havera outra pra andar de mao dada e eu nao passarei de uma historia mal contada.

É ainda pesado demais escrever sobre voce. Gostaria muito de poder te matar enfim, mas sou fraca... E o maximo que vou conseguir é ir deixando de te alimentar e te minguar e te definhar... aos poucos.

E acreditar... Que alguem faça como vc fez. Que alguem mais tenha o seu mau halito, o seu fedor, a sua indelicadeza, o seu peso, a sua incompreensao, o seu jeito... e essa sua insanidade que eu amei.
E que terei que aprender a nunca mais amar.

Em breve voce tambem sera meu passado morto e quase enterrado. Quase porque sei que viverei coisas diferentes, provavelmente ate melhores, mas o que senti com voce, estou me preparando pra nunca setir novamente.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Meu Amor de Plastico



Isso eu não posso negar. ele apareceu na minha vida quando eu mais precisava. E no final, acho que sempre foi isso: ele não era nada do que eu queria, mas foi tudo que eu mais precisava.

E ele me deu toda a paixão que sempre sonhei. Sabe aquela paixão dos filmes calientes tórridos de Hollywood? Brigas, impaciência, gargalhadas, olhares e um desejo difícil de explicar.
Tudo sempre com uma intensidade que jamais vivi.

Aos 30 (talvez um pouco mais), vivi o romance da adolescência que nunca tive a oportunidade de viver. Nunca tive tanto ódio e tanto zelo com alguém. Nunca quis alguém tão perto e tão longe.
Ao longo do tempo, vivi todos os sentimentos com esse homem.
Todos.
Descobri o ciúme, um sentimento terrível que não permite a entrega que todo meu corpo me implorava pra ter. Descobri o medo infundado, a vontade desesperada, a saudade sem fim e a dor surda de ficar sem.

E ao seu modo, fui amada. Fui amada, odiada, venerada, perseguida, agredida, desejada. Disso sempre sentirei falta. Poucas pessoas (nesse mundo) podem amar tão doce e infantilmente quanto ele me amou.

Nos vivemos tudo que se pode viver em 8 longos meses. e tudo que não vivi em 30 anos. Experimentei de tudo. Tolerei mais do que achava que fosse capaz, mas também nunca fui tão perdoada.

Quando olho pra trás, lembro dos ombros largos e dos braços fortes que me abraçavam tão suavemente, o cheiro, a voz, os olhos e tudo que eu amei com toda minha vida.
Mas lembro muito também da alegria que vivi e do grande amor que senti.
Sei que foi carne, mas sei que não foi só carne.

Vivemos todas as fases que os grandes amantes vivem. Tentamos, desistimos, empurramos com a barriga, voltamos, brigamos, nos machucamos e depois de tudo, tentamos ainda mais.

Ambos sabemos que não havia como dar certo. A cada término, ficava mais claro e ficava mais caro continuar. Mas o vicio que eu tinha dele, não me deixava raciocinar. Nunca fui tão passional. Nunca fui tão irracional.
Isso me serviu muito pra aprender a não julgar tão mal quem esta preso a situações assim.

Foi bom precisar de alguém, não poder viver sem, viver o relacionamento mais intenso que já vivi. Eu sofri muito. Mas não me arrependo. Ainda sofro. E continuo sem me arrepender.
Porque nunca me senti tão viva, vulnerável e feminina.

Esse relacionamento me custou muito. Não acredito mais que vá sentir essas coisas novamente. Conforme me afasto dele, me afasto também da pureza que eu tinha, da facilidade que eu tinha de acreditar que existia alguém pra mim.

Não sei se o verei novamente. Não sei se poderei olhar pra ele e ver um homem como outro qualquer.
Mas espero que um dia ele saiba o que significou pra mim. O mito que foi. E que eu tenha sido um pouco disso pra ele também.
E que a dor desse vicio vá embora logo. Antes que eu desista de desistir.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Majestade



De tudo, é aquele olhar  o que nunca vou esquecer. Aquela batalha, ora o amor ganha, ora o odio vence. Seus olhos eram uma arena de muitas lutas.

Ele era meu rei e eu sua majestade. E por um curto momento foi tudo perfeito. Entao o mundo inteiro caiu sobre nossas cabeças e nossos coraçoes ainda tao frageis.

O manto era pesado demais. Mas ainda havia algo porquê lutar. Algo sagrado no meio do caos, no meio de um monte de lama e desespero que jamais imaginei que viveria.

E quando eu desisti completamente, so entao eu compreendi. Compreendi que ali naquele barraco simples que suas majestades estiveram havia tudo que precisávamos.

Prefiro acreditar que forças conspiraram contra, porque tudo que aconteceu nao foi normal. Nao teve "era uma vez". Teve so os piores dramas, as dores excruciantes, as loucuras mais desumanas, as hemorragias mais assassinas e por fim a morte nao pareceu tao ruim.

Mas ele era minha majestade tambem.
Eu tive que matar pra ver
E eu tambem morri.

Acho que entendi finalmente que o jarro quebrado nao será o mesmo e provavelmente nunca será nada. Talvez seja melhor aceitar que ele será jogado no lixo com os restos podres de comida e tudo que nao deu certo.

Precisa-se de muito mais que amor pra se perdoar.

Entao me apego ao que aprendi sobre entrega, sobre reconhecer e abraçar quando encontrar em alguem tudo que se passa uma vida procurando.

Sou boa e má.
Sou a culpada e sou a cura.
Pelo menos eu consegui chorar. E consegui mostrar que, a um preço alto demais, eu me transformei exatamente no que ele sonhou.
Mas mesmo em meio a tanta dor e com um coraçao despedaçado, escolho deixa-lo ir...
Talvez pra um caminho melhor, um castelo mais bonito do que o que construi pra ele.

Porque sei que meu castelo nojento e desprezivel foi o melhor castelo que poderia fazer.
E foi pra ele.
Eu nao quero mais fazer castelos.

Oh you were my majesty
And could be forever.



sábado, 13 de dezembro de 2014

Sou agua


Oi meus amigos,
Estou viva, estou bem. Em breve volto pra escrever pra vcs sem razao, sem sentido, sem noçao!
A vida esta caminhando. Espero que estejam pelo menos tanto quanto eu sou a maior parte do tempo!
Ate breve!
Sou agua que se molda, que simplesmente desce... Estupida, egoista, selvagem, so porque anseia o mar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Despedida... Temporaria!

Nao é essencial, mas é necessario.
Nao é fundamental, mas eu preciso.

Nao trocaria nada do que vivi pelo que minha vida se tornou. Mas não é uma questao de troca.
O que vou fazer, foi muito pensado e amadurecido. Vou fazer por mim.

Talvez seja egoista, quando coloco na mesa tudo que tenho a perder. Mas em algum momento eu seria levada ao limite. E pessoalmente, aco que p limite é aqui.

Ok, é vaidade, mas não me é superfluo.

Nao me julgue mal, nao me desvalorize. 
Preciso que aconteça e preciso que dê certo.
Preciso que voce torça por mim e nao lamente se der errado.

Quero abrir os olhos e ver que o melhor aconteceu... Porque eu pratico o bem e o bem ha de voltar.

Me deixe decidir, me deixe fazer o que meu coração pede.

Klauss e Aglaia, meus bebes grandes, eu amo voces e amarei em qualquer parte desse universo.
E quem é amado, nunca está sozinho.
Prometo estar com voces cada dia da minha existencia.

Obrigada a quem lê meu blog.
Obrigada a cada um que fez parte da minha vida. Ate aqueles que nao gostariam de ter feito... Acho que voce sabe quem voce é.

E saibam todos vocês que esmo com toda minha impulsividade, ansiedade e egoismo, o que mais há em mim é gratidão.

E além de agradecer a vocês, agradeço também cada lugar que estive, cada ser que toquei, cada paisagem que senti, cada perfume que suspirei e cada sentimento que vivi.
Todos os momentos dessa vida foram inesqueciveis.

E eu fui, e sou, muito feliz.
Gratidão.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Queria tomar um porre do velho Buk...




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um Sentimento Que Nao Se Faz Mais


Dizem que escrever na internet, ter um blog é uma forma de se expor demais. Eu sei que acabo me expondo demais. Mas comos e não bastasse, dessa vez vou mergulhar nos meus sentimentos e transbordar todos esses segredos que há muito não cabem em mim.

O mundo esta muito cruel com os românticos e eu não sei o que está acontecendo.
Porque de onde eu venho, é bonito ser romântico, intenso, leal, verdadeiro e profundo.
No entanto, me pego tantas vezes escondendo isso de todos e ate de mim mesma, com receio de parecer ridícula.

Neste mar de superficialidade me sinto perdida e solitária. Olho pras pessoas e não sei quem elas são. Vejo a empolgação das relações, sem continuidade. Percebo o mundo como um lugar gelado e eu, quente, ateio fogo insanamente ou passivamente derreto tudo ao meu redor.

Acordo cansada e com frio dia após dia. Levanto os olhos pro horizonte e não consigo vislumbrar mais nada.
Então sinto esperança, uma esperança sem fundamento nem lógica.
Mas que é a única coisa nesse momento que me lembra quem realmente sou.

Evito ficar sozinha pra não pensar mais e fujo de mim quando o vazio fica insuportável.

Chego em frente a minha casa e não consigo sair do carro, pra não enfrentar o grande monstro que há em mim. Quanto mais demoro ali, menos tempo tenho de me enfrentar, antes de adormecer.

Não reclamo da vida que levo. Na verdade é uma vida muito boa. Sou eu que não me encaixo mais. Sou eu que estou triste demais, com todos que tanto amo distantes. Colocando canções tristes pra chorar com a cara enfiada no travesseiro, encolhida como um bebe que não quer nascer. E tendo que correr de mim mesma pra não olhar no espelho e ver minha alma desesperadamente perdida.

Passar por tudo isso sem remédios e sem drogas é meu grande desafio. Usando so adrenalina, endorfina, serotonina em altas doses e um pouco de ocitocina quando é possível.
Porque é difícil ser responsável, autossuficiente e forte o tempo todo.
Porque agora eu so quero ser menina. E ninguém é capaz de simplesmente me deixar deitar a cabeça no colo e me entregar.

Embora não pareça, ainda há muita alegria em mim e luz no meu olhar, mas não sei quanto tempo mais posso aguentar. Antes de enlouquecer.
Mas so assim pra eu entender os loucos...

*Ocitocina – popularmente “o hormônio do amor”.
*Amor – um sentimento que não se faz mais.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Viajar

Medo

Medo é uma coisa que você enfrenta e vira coragem.

Uma Aventureira


Uma garota aventureira é o tipo de mulher que nunca envelhece. Dificilmente será meiga, quase sempre será bastante divertida e sem pudores. Bebe a agua onde ela dá, toma banho na agua gelada, come o que tem e, pode até ter medo, mas o perigo nao a intimidará.

Uma garota que faz trilha nao diz nao a uma oportunidade de viajar, de conhecer e ate mesmo de se ferrar toda! Muitas vezes, vai sem saber com quem, pra onde e como vai. Ela escolhe confiar em todo mundo e se decepcionar de vez em quando, a nao confiar em ninguem e nao viver.

Essa menina aventureira pode ate se lamentar, mas nao se arrepende. Entende que nada está fora de seu lugar e pode ter um proposito ou nao. Aprende com cada momento e quando tudo dá errado, sabe que isso tambem faz parte.

Essa garota-menina-mulher provavelmente será inteligente, independe e muito corajosa. Mas tambem pode sonhar de vez em quando ser conduzida, levada nos braços e fazer amor cansada na barraca ate adormecer.

Ela nunca será muito delicada, nao andará de unha feita, pode ate ter o pé grosso (porque ela sabe pé feito machuca mais!), pode ter o olhar meio cansado, mas sempre ofuscado pelo sorriso dos olhos, exclusivo de quem é feliz. Nao há de saber se portar como uma dama ou combinar sapato, cinto e bolsa. Certamente vai deixar a desejar em muitos detalhes inclusive talvez nunca seja muito feminina. Mas ainda sim, será uma das mulheres mais sexies que ja viu.

E talvez o que a faça mais atraente seja exatamente os detalhes yin que ela nao conhece, porque o que mais a seduz é um convite pra passar perrengue . E la está ela... sedenta pra se lascar mais uma vez.

Essa é uma pessoa como poucas. Dessas que vale a pena viver pra conhecer. 
Rara e necessária. Escorregadia e manhosa. Livre e sua.
Mas so se ela quiser...

Porque essa mulher tem o mesmo medo da trilha do que de se entregar: nenhum. Porque ela pode se perder no mato ou de amor, tanto faz. Porque ela mergulha de cabeça, mesmo sabendo que pode nao haver agua suficiente la embaixo.

Ela dança, ela chora, ela faz piada, ela reflete, ela se entrega, ela sorri.
E sorri e sorri. Nao economiza. Sorri pro mundo, sorri pra vida.
É ansiosa com tudo que a faz feliz e secretamente espera a mochila azul perfeita, pra combinar com a sua rosa...

Enquanto isso, ela anda, ela sonha, ela vive.
E nao consegue sorrir entre quartro paredes.
E nao consegue ser feliz sem viver.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Piada

Dizem que faço piada de tudo na vidamas eu acho que é tudo na vida que faz piada de mim.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Assim seja!


Que minha cabeça esteja como uma canção de James Taylor
Mas que minha vida seja sempre como um clip do Aerosmith.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tom De La Vega


Quando conhecemos alguém ainda criança e continuamos a conviver, é difícil delimitar o que é um e o que é outro. Em quais memorias o outro esta, porque o outro está em simplesmente tudo.

Nenhuma perda aos 36 anos é esperada e bem aceita. É empurrada, engolida e amarga. Mas quando é de alguém que cresceu com a gente... É diferente, é pior.

O Fabinho cresceu comigo. Não me lembro que dia o conheci, porque o conheci bem criança. Não me lembro no dia a dia o que conversávamos, apenas sempre terminava em gargalhadas escandalosas. Não lembro de te-lo visto adoecer, porque aquele rosto com o sorriso já desenhado (largo, estampado e empregnado) parecendo que nasceu pra ser feliz, não permitia.

Não tenho sequer uma lembrança do Fabinho que não fosse sorrindo. Voce tem noção do que é isso? Crescer com alguém que nunca reclamou, que nunca brigou, que nunca foi sequer desagradável?

O Bonfim não está de luto essa semana, esse mês ou esse ano. Aquela praia em que crescemos, nunca mais será a mesma. Estamos de luto pra sempre.

E luto não significa ficar tristes. Não ficaremos tristes pra sempre. Não dá pra ficar triste lembrando do seu rosto lindo, sua capacidade de fazer piada de tudo, sua disposição pra ajudar e sua vontade de viver.
Ele está nos banquinhos da praça, cortando bambu pra festa do Bonfim, jogando bêbado na pelada do galo, atravessando pra igrejinha, no grão de areia da praia, rindo dos amigos e em cada gota daquele mar que banhou nossa infância. Ele está em tudo o que somos. Está em cada plano, em cada festa, em cada jogo e em todas coisas que só nos que crescemos juntos sabemos.

Encontra-lo em varias de minhas fotos pessoais me mostrou que eramos muito mais próximos do que eu pensava. Ele estava nas lembranças que eu sequer recordava. Nas melhores.

Jamais esquecerei dos apelidos cinematográficos que nos auto intitulamos: John, Jonathan, Paul e o dele, o mais engraçado “Tom De La Vega”! Ou quando ele cismava que era argentino e resolvia falar com sotaque... Ou quando decidiu criar as piadas politicas mais engraçadas sobre a prefeita... E essas coisas que no mundo inteiro, so nós entendmos. Não da pra esquecer alguém tão feliz.

Sentiremos saudade de tudo que vivemos com ele. Os dias, as noites, as tardes e as madrugadas. Eu particularmente sentirei falta daquele sorriso que misturava timidez e ironia e alegria e amizade...

Essa doença conseguiu tirar sua saúde e até sua vida, mas jamais conseguirá tira-lo de nossos corações.
Não pude dizer-lhe meu adeus. Mas provavelmente era porque não existia adeus pra dizer. Guardo comigo a imagem que foi 99% de toda sua vida e naa de dor.

Já perdi dois amigos da mesma forma (e meu pai), da mesma doença. Não sei perder amigo, muito menos de infância. Parece que foi-se com ele um pedaço do que sou.

Eu escrevo pra me perdoar da distancia, da minha ausência e mostrar a ele, onde quer que esteja, que um pedaço de mim se foi, mas outro dele tambem ficou.

E agradecer... Nossos quase 30 anos de amizade, dos quais juro que não irei lamentar. Mas sentirei falta todos os dias dessa minha vida.


- "Nós" somos:  André, Clebinho, Renata, Verônica, Vanessa, Hebert, Erica, João, Del, Gilmar, Marcinho, Danilo, Gugu, Pablo, Renato, do (também saudoso) Colodino e ele... Tom De La Vega ;.(  -

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Alguem Como Voce


Ainda agora coloquei essa musica no carro e comecei a pensar...

Decidi não correr mais da lembrança de você. Estou te esquecendo, tudo bem. Te perdendo pra me ganhar. Fugindo pra longe do que sinto pra me afastar de tudo de maravilhoso que sua presença me traz.

Com tantos problemas que me afastam de você, esqueci porque tanto me encantei. Esqueci de me lembrar do que acontecia aqui dentro quando me entregava a você. Mas enquanto escutava a nossa musica (que você nem sabe que é nossa), desta vez decidi me entregar mais uma vez... Talvez a ultima.

E foi muito bom...
Foi bom saber que não me apaixonei só pela ilusão do que era você. Sei que nos conhecemos pouco, sei que não se deve gostar de alguém assim. Mas também sei que o pouco que tivemos pra mim foi mágico.
Voce foi tudo que sonhei. Forte, esperto, charmoso... Enfim, o que verdadeiramente chamo de "foda".

Voce deve ter visto meus olhos brilharem, em algum momento. E deve ter sentido meu coração bater mais forte, em algum lugar. Entao por mais que te adorar não fosse racional, de alguma forma deve ter feito algum sentido.

E mergulhando na canção, comecei a entender porque esse sentimento foi tao grande. Lembrei de como era o seu toque, seu beijo, seus dedos ente meus cabelos, como era te olhar bem de perto, como era ser um só com você, como foi acordar de madrugada com você todo embolado em mim e o quanto me senti plena e feliz naquele momento.

Voce me perguntava se eu estava feliz e eu não respondia. Mas sim... eu estava muito feliz. So ali deitada com você, so em qualquer lugar do mundo, com você.

Eu nunca entendi porquê você não sentiu o mesmo por mim... Eu não era interessante o suficiente? Eu não era bonita o suficiente? Eu não era boa o suficiente? Por que você escolheu procurar la fora algo melhor, quando eu já era, e tinha, tudo que você precisava? Tao perto, tao fácil, tao seu.

Sera que era tao difícil me amar? Sera que era tao difícil dar uma chance de verdade pra gente?

Cansei de me sentir a mais especial das mulheres quando você ligava e n celular eu via todas aquelas consoantes em seu nome, que so eu no mundo(!) soube pronunciar de primeira... E esse foi meu primeiro sinal. Sinal bobo, como tantas coisas bobas que gente como eu faz.

Voce deve ter sabido que eu era a mulher certa tanto quando eu soube que você era meu “the one”, com todos defeitos e qualidades que me fariam arrebatadoramente te amar.

Tentei te esquecer um milhão de vezes, mas você parecia sentir e não deixava. E qualquer esmola que me atirava, pra mim era diamante.

E aos poucos fui compreendendo que se eu não me amasse e tivesse dignidade, não poderia amar nem ser amada por ninguém que valesse realmente a pena.
E compreendi depois de muitas surras de toalha molhada que a única possibilidade de ter você, era perdendo você.

Mas hesitei demais, porque sabia que esta era uma viagem sem volta.

Eu peço aos céus então que se você não pode ser meu, que me ajude pelo menos desta a te esquecer, definitivamente.

Eu vou sentir demais sua falta. Falta de gostar tanto, falta de te esperar, falta de ser meio insana so pra tentar descobrir o que você sentia.
Mas agora eu sei...

A coisa toda havia chegado a níveis absurdos. Minha paixão me cegou e então vi defeitos muito graves, que outro dia ate vi como necessários, mas agora já me sufocavam.
Decidi te esquecer, desta vez pra valer. Fiz porque tinha que fazer.

La no fundo, sempre terei saudade de você, do pouco que vivemos e do muito que não vivemos. Mas me proíbo, a partir de agora, te esperar.

So vivendo plenamente minha vida e nunca mais precisando de você é que poderei me dar uma chance. Porque não acredito mais em amor, mas espero sinceramente estar enganada.

A você, desejo que nunca mais desperdice uma oportunidade como essa de conhecer a felicidade. Que logo você possa se entregar e amar, sem limites, sem julgamentos e sem restrições pra um dia ter ideia do que eu senti por você.

E por favor, te peço, que esse sorriso largo, espaçoso e desenhado jamais deixe de iluminar por onde quer que passe.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

"Por Enquanto"


Me pergunto porquê escrevo tanto sobre desistir...
O sentimento de “parei, chega, acabou” é um dos poucos sentimentos que me tocam profundamente. E me despertam coragem e força, que são os outros sentimentos que igualmente mexem comigo, pra que eu possa puxar a toalha da mesa e correr pra dentro de mim.

Mas ao mesmo tempo que evoluo, me sinto também petrificar. Em relação ao amor, já não me envolvo como antes. Quase ninguém é bom o suficiente, quase ninguém me faz querer, qualquer falha do caráter destrói todo meu interesse, nada fora que que espero é bem tolerado.

Esperar coisa alguma jamais foi meu forte. Mas desta vez provei que sei esperar. Provei pra mim. Mas tambem sei que logo isso vai ter um fim.

Porque a coisa toda so não tem um fim quando eu ainda a quero. E quero quere-la.

E hoje o que doi é que nem posso falar sobre.

Mas muito do que eu sentia, do que eu venerava, morreu. E o resto, definha.

Talvez isso não tenha um grande valor pra ninguém mais, mas admitir isso... tem valor pra mim. Pra que eu possa olhar no espelho e dizer “Não foi falta de tentar nem mesmo de me reinventar”.

Há tempos iniciei esse luto, sempre interrompido por uma lembrança, uma mensagem, uma esmola qualquer de palavra ou tempo. Mas esse luto precisa e vai acabar.

Não me lembro de um apego mais difícil de desfazer, principalmente de uma situação tao pobre de recordações. E é isso que da acreditar sem ver. Lembrar não sei do que.

Agora não sinto dor, nem paixão nem amor. O que eu sentiria é nada, não fosse pela decepção. Mais uma decepção fria e desnecessária.

E mais uma vez percebo que não me envolvi com alguém, mas com uma imagem boa, criada e inventada pelos meus sonhos.

Entao a culpa não é de ninguém, senão do excesso de sessão da tarde na adolecencia e talvez minha (tao difícil de admitir) vulnerabilidade.

E por isso, cada vez mais pedra me torno. Eu que era agua, maleável e flexível e fácil. Agora sou pedra. Pedra não pra ser pisada. Mas a pedra do alto da montanha que esquenta com o calor e gela a noite sem ele.

Gelada, quase apatica... Vendo a paisagem quase imutável. Sem esperança de príncipes e cavalos brancos. Cada vez mais certa de nem desistir nem tentar, agora tanto faz.
Estou indo
De volta
Pra casa

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Desapego, Mais uma vez


Eu que sempre digo que essa é minha encarnação do desapego e acredito piamente que esta é sempre a ultima vez que falarei sobre esse assunto, me pego mais uma vez numa situação em que sou obrigada a me desapegar.

E eu já me desapeguei das coisas mais caras que um ser humano pode se desapegar... De uma vida acomodada, de casamentos infelizes, da convivência com os filhos, dos preconceitos mais naturais, de um príncipe encantado que me amava e que so faltava andar num cavalo branco... Agora to aqui pra me desapegar de você.

Já ensaiei me apaixonar por gente como você. Gente forte, gente que não precisa de ninguém, gente que sabe tudo sobre as coisas que eu mais gostaria de saber. Mas você era ainda mais do que isso.
Já tive aventureiros, carentes, sapos e príncipes em minha vida. Mas você foi o primeiro super-herói.
Agora me diga como eu teria chance de resistir?

Nunca gostei de gente comum. Pessoas que aceitam a vida como ela é. Não sei viver a vida assim. O que sei é fazer os momentos serem intensos, ah isso eu sei. Quando são ruins são péssimos, mas quando são bons, então comigo são mágicos.

Mas respeito que nem todos achem isso. E não é fácil quando alguém admirável não te vê da mesma forma. Pra uns sou deusa, pra outros uma simples humana.

Quando a gente gosta da gente como eu morro de amores por mim, é difícil compreender como um homem pode não se apaixonar rapidamente por uma mulher tao entregue, destemida e apaixonada pela vida. Sabendo eu que posso trazer as melhores sensações e fazer acontecer os melhores momentos.

O fato é que o desapego precisa acontecer pra que o caminho esteja livre “pro chefe dos super heróis” que há de existir e talvez já esteja ate me procurando, em algum lugar desse mundo enorme.
Porque eu não me basto com mortais, é da minha natureza!

E por você... Alias, por nós, lamento que essa historia não tenha acontecido. Porque eu estava disposta a crescer imensamente, me polir e te dar o amor que você nunca conheceu.

Mas eu não posso esperar a vida toda. Não consigo estar sempre tão fora de prioridade. Assim me sinto desvalorizada. Assim me sinto menos. E eu preciso ser alimentada todo dia, nem que seja com uma gotinha de cuidado e uma dosezinha de atenção.

Não vai ser fácil te esquecer. Porque você foi tudo que pedi, tudo que achava que precisava. Mas acho que alguma coisa faltou. E eu lamento profundamente.
E pensar que já tínhamos uma musica... Voce sequer vai saber.

Ainda sim, te desejo a melhor das vidas. Que você suba cada vez mais alto. Seja qual for a montanha, que seja a mais difícil pra que você supere e vença, pois ninguém acreditou mais em você do que eu.

E eu estarei aqui olhando aquele ponto negro no alto, desejando estar sempre la também.

Mas ainda sim, ambos sabemos que eu ainda subiria contigo qualquer cume impossível dessa vida.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Adeus Fiona, Minha Cachorra Humana, Meu Amor

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Minha Eterna

Estou me preparando há dias para escrever este que será um dos posts mais tristes que escrevi na vida...

Há quase 6 anos, compramos meio sem querer uma cachorrinha, a quem demos o nome de Fiona. Custou 250,00... Mas nós “Compramos”... C ompramos ... So 250,00... em troca de um mundo de amor, alegria e gratidão infundados, porque nunca conseguimos retribuir um bilionésimo todo amor e toda amizade que ela nos deu, cada dia que viveu.

Foi a ultima da ninhada, a menorzinha, o resto. Por isso, fizeram mais barato...

Mas se o mundo soubesse que magnitude de ser era aquela, não haveria preço no mundo que pagasse.

Tampamos a visão do Klauss e colocamo-na em seu colo, era seu presente. Ela era branca, bagunceira, cheia de vida e so trouxe felicidade à minha família.

Ela tinha dois meses, quando a adotamos. Cuidava de minha filha caçula... eu a vi escorando-a, deixando-a montar nela, fazer o que quisesse sem um “a”. Parecia que servir era seu único proposito.

Nunca teve filhotes, mas certa vez, um gatinho surgiu no sitio e ela amamentou com seu leite, sua dedicação e todo seu amor.

No calor, ninguém a podia impedir de mergulhar no lago e nos molhar inteiros, ou pulando ou se sacudindo em cima da gente.

Fiona parecia saber quando estava triste e vinha me consolar na certeza de que só sua presença já mudaria alguma coisa e como mudava...

Há dois anos, me separei do meu então marido e saí de casa. Imagino que ela deva ter sofrido porque quando eu chegava, vinha com a maior alegria do mundo me receber, como se eu em algum nível, não a tivesse a abandonado.

Fiona me perdoava a negligencia, a ausência, a impaciência, o esquecimento. Em troca de um carinho, qualquer carinho, que fosse capaz de dar.
Teve uma vida muito breve...  e era linda...

Nao sei mais o que escrever....

Acho que Fiona seguiu um padrão das mortes da minha vida... Adoeceu horas antes de morrer, não deu trabalho, não deu gasto. Se debateu ate morrer, se urinando, se vomitando, se machucando, sem fazer barulho.

Ela era muito mais que uma cachorra. Era muito mais que um ser humano. Fiona sorria com os olhos, tinha uma sabedoria, sabia sair quando não era querida, adoecia em silêncio, vinha dar amor quando solidão era so o que eu tinha.

Nos protegeu, cuidou, nos amou, nos amou, nos amou, nos amou, nos amou, nos amou...
Por 250,00.

Por isso é cada vez mais difícil pra mim acreditar num deus, porque ela não merecia isso e digo sem medo de errar: não merecia. E nem eu...

Não tenho mais coragem de dividir minha vida com outro animal. A sensação de que ela era perfeita e insuperável, não permite. E também o medo de sentir essa dor que sinto agora novamente...

Fiona era minha terceira filha, minha caçulinha, que eu nunca mais vou ver.
Agradeço ao meu ex marido e melhor amigo, Sandro, por ter cuiddo dela, quando não pude fazer. E a minha filha Aglaia por ter sido meio filha da Fiona também.

Fiona se foi numa manhã linda e me deixou olhando o horizonte sem entender.

No dia seguinte à sua morte, fui ate onde estava enterrada. Me ajoelhei, chorei copiosamente... De arrependimento, de dor e de amor. Tinha um trilhão de coisas pra dizer, mas tudo que eu conseguia dizer, era a expressão do sentimento mais belo que existe.

Obrigada, obrigada....................................

sábado, 26 de abril de 2014

Herança Dele


Tenho me lembrado muito do meu pai ultimamente. Vão-se quase 2 anos de sua morte repentina... E ainda espero encontrar com ele na praia... Sem esperar... Ou no mar, tirando agua do barco, rodeado de amigos contando uma piada desconcertante, chorando de rir... Enfim, ainda espero.

Certa vez, uma tia que estava comigo quando ele partiu, disse “A dor melhora, mas a saudade so aumenta”. E é verdade. Essa saudade esta em cada canto da minha vida. A cada uma de minhas conquistas, cada sorriso que um filho meu dá, cada abraço que me entreguei, cada duvida e cada certeza que carrego dessa vida intensa que escolhi viver.

Aquele Cancer maldito conseguiu tirar-lhe da vida, mas não do meu coração. A morte não lhe levou embora sem deixar a maior lição de sua vida: viver.
Ninguem viveu mais intensamente que meu pai. Viveu muito certo e muito errado... Sem hipocrisias, sem meias palavras, e um pouco egoísta... como eu.

Eu, como ele, decidi ter uma postura forte e firme diante da vida. Tento compreender a inercia da maioria, mas sempre com muita dificuldade. Acho que isso veio no sangue! Mas veio de observar sua vida, o que aprendi mesmo foi a ser livre e sem culpa.

Um dia de cada vez, mas como se fosse o ultimo. Não ligando pras vaidades, fazer hoje o que pode ser feito hoje. Sentir o que tem vontade de sentir, ir além... Sempre muito além.

Por essas e outras, não me permito parar nem fraquejar. Ele nao desistiu. E eu tambem nao irei.

Há dois anos, meu pai perdeu a vida, mas nunca perdeu a graça, nunca perdeu a força. Nunca se entregou... Nem com toda sua dor, que so o abandonou naquela terça de agonia... Envolvido por minhas lagrimas calmas, minhas bençaos, perdoes, desapegos... E  logo depois, envolvido de paz.


Assim nos meus braços, cabeça com cabeça, meu paizinho se foi desse mundo, mas jamais do meu coração.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Forças


Quando abri mao das minhas certezas, pensei que o acaso fosse me proteger. Decidi viver por mim, me alimentando do bem que fizesse e da paz que conseguisse me proporcionar. Determinei que não teria medo, e se tivesse, este então seria meu desafio pessoal. Acreditei seriamente que a verdadeira fé (que é a confiança de que o melhor sempre acontece), me salvaria do comodismo, da inercia e da falta de sentido. E preciso admitir, realmente funcionou.

Mas por mais que eu lute, as vezes acordo de manhã e percebo que espero... E pior: o quanto ainda espero.

Ter a clareza do nível de fragilidade, por tras dessa casca tao grossa que penei pra construir, me deixa a sensação de que nada que eu faça jamais me fará uma mulher realmente forte, como aparento, em vão, ser.

Eu enfrentei oceanos e toda sorte de sentimentos em busca de não sei o que... Um quê que algo dentro de mim me implora pra não perder, clama pra não esquecer.
Mas quanto a mim... Acabaram-se as lagrimas há tempos. Me sinto apática, não me dedico a dores e não sei se tenho mais a capacidade de me inundar de amor.
Me apego ao que acreditei um dia para continuar tentando.

Vou pro meio do mato pra ver se me perdendo, me encontro.
Mas no fundo, sei que cinderelas vergonhosas como eu, precisam de mãos carinhosas e bracos fortes, que as vezes as guiem e talvez... as carreguem.

É como muita dor que admito isso. Porque acho que me superei, que conquistei, que me tornei o que sempre sonhei... Mas no fundo, ainda preciso da mesma coisa que precisei aos 15 anos. Ou seja, nesse sentido estou no mesmo lugar.
No mesmo lugar.

E neste momento em que não vejo luzes e esperanças, eu peço simples e humildemente, que se houver alguém aí em algum lugar... que tenha o nome que tiver, que me ajude a ter forças porque sozinha, sem acreditar em nada, assim não consigo mais

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Como Um Clip Do Aerosmith



Desapegar, apegar de novo, levantar, cair, deitar.
Sorrir, chorar, mudar de ideia... Desistir, voltar, me fechar e me entregar.
Arrepender, desistir, cismar, gozar e me ferrar....

Desde que decidi abandonar a âncora de uma vida "segura" e certinha, eu soube que podia dormir e acordar em qualquer lugar, Comer qualquer coisa... Soube que podia sofrer e, infernos, como sofri.
Mas tambem conheci gente de todo tipo, de todo lugar. Fui onde meus limites nao permitiam, a lugares que sequer poderia sonhar. E o que senti... senti o que muito pouca gente nesse mundo jamais sentirá.
Senti a liberdade em toda sua plenitude, o vento frio no rosto. solidão, gratidão e a maior felicidade no que era mais simples. Senti a dor de um tornozelo torcido no meio da mais travessia mais dificil, sem reclamar. E quando cheguei la em cima eu dei um 360 no horizonte e pensei "Puta que pariu, voce conseguiu".

Medo eu tenho. E é por isso que faço. O medo é meu maior motivador. Mas a cada medo que venço, conquisto a coragem. E assim, com o passar dos dias, mais força eu acumulo. Mais perfeita eu me torno. Mais foda, modéstia a parte, eu fico!

Há muitas coisas que nao darei conta de fazer nessa vida. Tocar Guitarra senao imaginária, escalar o Everest, atravessar o Canal da Mancha, conhecer o mundo inteiro. 
Mas oras... também há muitas outras coisas que hei de fazer.
Voce vai ver.

De tudo, meu maior bem é ser livre. Meu maior bem é nao ter nada.
E prefiro morrer a abrir mão de não saber o que o que virá amanha. Nao quero saber o que terei vontade de fazer, agendar, ter seguranças... Ah não... prefiro me arriscar, prefiro pular de paraquedas sem certeza de que vai abrir, me ferrar sem tomar remédio só pra sentir toda minha dor e saber que eu aguento. Viver o que é bom so enquanto é bom.
Porque minha vida assim é como um clip do Aerosmith...
E eu morrerei no dia que deixar de ser.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Cansada


Não sou de me entregar, não sou de ser infeliz, não sei lidar com as decepções que todas as vidas tem.
Talvez eu seja egoísta e fria pra muitas coisas. Mas á carapaça que tive que criar pra conseguir viver. E hoje não sei se sou tão feliz quanto pareço ser.

Não sei se faço as coisas que gosto porque amo ou porque preciso fugir de mim.
O tempo passa, eu olho no espelho e não vejo. Quanto mais velha fico, mais jovem fico. Mas continuo com o mesmo medo do escuro.

Cansada... Cansada de lutar, de tentar, de cair, de levantar.

Eu não gostaria de precisar de alguém. Acho que as pessoas deveriam ser felizes sozinhas, mas eu preciso de alguém.
Alguem carinhoso, inteligente, que goste de minhas aventuras, que acorde comigo no mato e sorria quando me vir, que me chame de amor, que me deixe a vontade e me de atenção. Que me atraia, lógico. Que seja forte, íntegro, diferente e que tenha o peito macio pra eu deitar quando precisar.

Eu quase não acredito mais. Minha cabeça não acredita... A vida me provou que a relação que procuro é impossível. Mas algo aqui dentro, algo que não sei o que é... Não me deixa perder totalmente as esperanças.

Não sei se é teimosia, ou se assisti comédia romântica demais.

O que sei é que queria muito me sentir protegida... Protegida, amada, importante e completa enfim.
Mas hoje... Hoje estou muito cansada.

Muito...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Drama

Poucos luxos são tão essenciais ao homem moderno quanto o drama.
Em toda parte, essa triste máxima é tristemente clara. Nas novelas, nos filmes, nos livros, nos quadros, nas esculturas e principalmente nas historias que o povo conta.
Ninguem se basta de uma vida simples e feliz, sem grandes tragédias, sem autopunição ou condenação. Dizem que so querem ser felizes, mas é tudo mentira.

O ser humano por definição ama o movimento, os altos e baixos. Ainda que essa montanha russa traga toda sorte de desespero. A moral da historia é: “desde que traga emoção - e quem sabe algum sorriso - então vale a pena”.

Isso é natural. Até esta crítica que vos fala, é assim. A questão não é a busca, mas as especulações, os preconceitos, a irresponsabilidade e a consequência que traz.

Se a busca é por resposta – ainda que errônea -, ela é válida. É válida porque seu erro é transitório, é so um apêndice do caminho certo, onde toda busca vai dar.
Minha crítica aqui é ao drama que se faz sem que ele exista.

Pessoas metidas a mae Dinah que adoram avinhar o futuro, sem mesmo analisar o que está acontecendo de verdade e sem buscar informação, e com isto, têm horror de viver o que a vida traz. E ainda pior: espalham essa cultura maldita de medo do que é natural.
A primeira coisa que esta sociedade devia trabalhar é a morte. Morrer não deve ser fácil, mas esse pânico de morrer e essa idéia de que a medicina de alguma forma vai eliminar isso, são os maiores equívocos com os quais temos que dar.
A morte, por exemplo, gera drama, gera muita emoção. Mesmo quando é de mentira. Veja na arte ou na pseudo-arte. Ela está la o tempo todo.

O que precisamos compreender é que enquanto não estivermos seguros para lidar com as coisas da vida, viveremos endeusando a medicina (e outrora foram as religiões). E divago... Quem serão nossos próximo motivos de medo e fé? Os deuses astronautas?

Não consigo ver essa evolução tão grande e exaltada de nossa geração pra anterior ou mesmo a de uma cultura Maia ou ainda... dos neandertais.

Podemos viver mais e com as fraturas melhor remendadas, decerto. Mas vamos ser sinceros: tirando a diversão e a longevidade, o que mais ganhamos?

Hoje sonha-se mais, mas também sacrifica-se mais o mundo em prol desse “sonho” ou de um desejo superficial qualquer. O egoísmo é criticado, mas é só ele que existe de fato.

Nas redes sociais, os internautas amam suas mães, mas na vida real sequer levantam o pé pra mesma mãe varrer embaixo.

E quando alguém morre... (lá vem a morte de novo)
Quem quer que morra é herói. A menos que tenha sido mau pra mídia.
Pôe-se medo na mulher que espera a nova vida; na criança que precisa de segurança, no adulto de saúde abalada e no idoso. E tudo que se oferece são antibióticos, analgésicos, uns exames caros e uns anos a mais.

Precisamos parar de confiar no que está do lado de fora.
Parar de fazer exames desnecessários e cuidar da alimentação, fazer exercícios, se ocupar de ser feliz e se desprender dos apegos, dos prazeres maléficos e de tudo que impede felicidade.

Quando conseguirmos isto, naturalmente pararemos de confabular sobre as tragédias que podem acontecer. E se acontecerem, que não soframos mais do que nossas lagrimas naturais permitirem.

Sem exageros, sem especulações, sem medos e sem dramas.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É Assim.




Mas é assim que a vida é.
Num dia a gente está feliz demais, no outro é so tristeza. Um dia você cai e no outro se levanta. Nessa vida a mudança é a única constante.

Ontem vai, amanhã vem. Sem certezas, sem garantias, sem promessas. Tudo é ilusão. Tanto a alegria quanto a dor. O nada é a constante verdade.

Pra sempre e nunca não existem.

Mas não se deixe acomodar. Um monte de emoção é melhor do que um monte de inércia. Um monte de erro é melhor do que nenhum acerto. Um monte de dor é melhor do que perder a capacidade de sentir. Um monte de decepção é melhor do que a desesperança de não acreditar.

Não se deixe levar. Não desista de seus objetivos. E se não tiver mais objetivos, não desista de buscar qualquer coisa, a próxima felicidade, o próximo medo e o próxima desafio pessoal.

A vida é um grande presente. O hoje pode estar afogado em lágrimas, mas é o único hoje que vc tem... Então faça-o, viva-o, goze-o e escreva-o da melhor forma, da forma mais surpreendente.

Porque nessa vida, não há perdas: há ciclos. Não há lamentações: há gratidão pelo aprendizado. Não há altos e baixos: há viver.

Confie. E mesmo se decepcionando, continue a confiar. Depois que apanhar, levante de novo. Não se arraste. Levante... Por favor, se levante.

Porque o que vc julga como ruim não vai deixar de acontecer. Mas depois, eu te garanto... Outras sensações, outras alegrias e também outras tristezas virão. Mas é essa a beleza... a incerteza.

Uma bela semana a todos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

You´ll Be in My Heart


Pela primeira vez, das profundezas da minha maturidade, dessa vez eu me entreguei. Me entreguei à paixão, me entreguei ao desejo, me entreguei à ideia de tentar de novo tudo que já tinha desistido, e decidido não tentar mais.

Me entreguei a um homem. E não me arrependo. Fui feliz como poucas pessoas nesse mundo tiveram a chance de ser. Amei... Amei sem restrições, amei sem reservas, sem estepes, sem colchão de ar. E se caísse que eu me estrepasse toda. Porque eu acreditava. E acreditava tanto que não sobrava espaço pra julgar nada.

Eu arrumava a casa pra espera-lo. Cozinhava, mesmo sem gostar, porque era pra ele. Colocava-o no melhor lugar da cama. Fui fazer exercícios pra acompanha-lo. Apresentei pela primeira vez um homem aos meus filhos. Seu nome saía tão doce da minha boca. Todas as musicas românticas que escutava, era pra ele... Meus pensamentos, meus sonhos, meus planos, meu corpo, meu coração, minha mente.

Eu não sou uma boba. Eu amei porque fui amada. Toda mulher deveria ser amada assim um dia. Pega nos braços como fui. Pra se sentir pequena, frágil e totalmente protegida. Ele me deu paixão, me deu amor, me deu também seus pensamentos e acreditava que daria sua vida.

Eu só lamento as promessas. Promessa não se faz. Hoje vejo muito mais claramente. Não se pode garantir o amanhã, tanto quanto não se pode garantir o ontem. A vida é assim, as pessoas são assim. Eu acreditei. Como acreditei... Mas não me arrependo de sequer um momento. Pois nos momentos mais infelizes, eu ainda era a mulher mais feliz.

Meu coração esta dilacerado. Agora entendo o que os poetas queriam dizer. Não era exagero. É o amor imenso e, hoje, triste que transborda incontido o de meus olhos.
Transborda porque meu amor não tem mais pra onde ir.

Não sei se tentei tudo que podia. O que sei é que não tinha o direito de deixar algo tão grande minguar.
O que sei é que quando parar de chorar, o que vai me tomar então, será a saudade. Minha vida era só saudade esperando meu príncipe voltar pra passar umas horas da semana comigo. E agora será a saudade eterna e sufocante, sem esperança dele voltar.

... Tudo do pouco que havia de melhor em mim era pra ele.
... Tudo de melhor era pra ele.
... E Todas as musicas eram pra ele.

Todas.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Olhos Vermelhos


Deixa-lo ir foi uma das coisas mais difíceis que precisei fazer.
Minha vontade era gritar, espernear, chantagear, agir como uma criança mimada e exigir que você ficasse. Mas a mulher cansada a afogava em lágrimas silenciosas, num grito contido, fingido, em palavras de conforto.

Na noite anterior, uma das mais tristes de minha vida, ele me pediu que pegasse a capa de seu violino e então caíram as rosas. Este foi o único momento em que, na frente dele, eu sucumbi ao desespero. Em loucura, explodi em um “Eu não vou aguentar!”...
E me entreguei.
E o choro me adormeceu.

Abraçada com ele em nossa última noite, eu pensava em todas as últimas coisas que fizemos e faríamos nas próximas horas, ainda juntos.

Eu não tinha fome, não tinha vontade, não tinha mais sonhos. Estava em silêncio porque uma parte de mim estava morrendo.

Uma parte doce e que eu, tinha certeza, jamais veria novamente.

Vivi então as últimas coisas. A ultima mala, a ultima soneca, a ultima vez que eu admirava a sombra de sua silhueta e a ultima vez que fazíamos amor. E cada movimento foi perfeito.

Seus olhos pareciam querer fugir. Fugir comigo. Sumir deste destino cruel que separa duas almas tão afins e tão apaixonadas. E o que ele chamava de amor, era tudo que eu tinha pra me agarrar...
E ser forte ate que partisse.

Eu o segui ate o ônibus. Cada vez menos palavras. Estava tão infeliz que começava a desejar que aquilo tudo acabasse logo pra que eu pudesse enfim respirar.

A dor no coração e o nó na garganta eram muito mais fortes do que eu. Então meus olhos já não se continham e eu fingia que seu brilho era de esperança.

Na porta do maldito ônibus, ele se virou pra mim e abriu os braços... Pela ultima vez. Eu o abracei tentando lhe dar naqueles poucos segundos todo meu amor.

Nos olhamos nos olhos pela ultima vez.

Nenhum de nós acreditou que o pesadelo estava acontecendo.
E pela última vez eu o vi partir. O homem dos meus sonhos. Não... O contrário, porem muito melhor do que seria capaz de sonhar.

Agora eu sonho com o homem real. O homem uns anos mais jovem do tipo que eu criticaria a mulher que se envolvesse, tempos atrás. O homem másculo e delicado, difícil de acreditar. Um homem apaixonado como nos romances de livro de banca de rodoviária.

Voltei pro carro desorientada, infeliz, inconsolável. Debrucei ao volante e ali a mulher forte morreu. Chorei alto, chorei forte, tentando me livrar de tamanha dor que eu nem sabia que podia aguentar.
Sei que em algum lugar, ele também sofria com todo coração.

E isso me fazia perguntar em pensamento “por quê, por quê...” E algumas vezes o “Por que?” vazava baixinho de minha boca.

Em casa, tomei um banho na esperança de ver o sofrimento ir pelo ralo junto com a agua. Até hoje tenho esperança que isso aconteça.

Dormi de dor. Um sono sem sonhos. Profundo, cansado, anestesiado.
Não senti mais nada.

No dia seguinte, tentei não pensar com a cabeça, porque com o coração era impossível esquecer. Mas trabalhei com sorriso no rosto e duvido que alguém tenha percebido que por dentro eu não era nada.

Ainda faz pouco tempo que ele se foi. Mas parece uma vida pra mim. Sem licença poética.

O que eu sinto é puro, cheio de esperança e vida. Todas as minhas duvidas foram embora de alguma forma.
Parece que cada dia que vivi foi pra amadurecer e poder viver esse amor.
Cada decepção que tive foi pra valorizar o homem incrível que ele é.

E agora eu entendo porquê não deu nem poderia ter dado certo com mais ninguém.
Minha vontade é dizer isso ao mundo. Mas o que temos é tão perfeito que me basto em vive-lo. E aproveitar cada momento... Tão gostoso e tão singular.

Um sentimento calmo, seguro, recíproco que não se cobra e se paga com o que é.

Hoje tenho meus altos e baixos. Dói demais esperar. Mas se eu quiser viver a relação mais bonita da minha vida (como pedi ao universo), terei que esperar.

As vezes me aquieto conformada em me guardar de corpo e alma pra ele. Porque ele merece... Então a menina mimada dentro de mim parece enlouquecer e querer aparecer, la longe onde ele mora, so pra abraça-lo mais uma vez. Mas ela também pensa em desistir quando parece impossível. E sempre parece.

Esperar é o castigo de uma pessoa ansiosa como eu.

Lembro dos momentos juntos. Os primeiros ao invés dos últimos.

A primeira palavra, o primeiro beijo, o primeiro abraço, o primeiro olhar, a primeira suspeita de que você havia chegado na minha vida... Aquela tarde... Sentado ao meu lado pela primeira vez, roçávamos o rosto de um no outro... Sem nenhuma palavra... Meu último incontido primeiro beijo.

Ninguem jamais será como ele.

Entao escolho lembrar do nosso primeiro momento, invés do último.

E esperá-lo... A desistir do maior amor que alguém já viveu nessa vida.

Eles já me visitaram